Cemitério dos Vagalumes [Grave of the Fireflies] (1988)

Sobre o filme

Um filme forte e bonito. Eu nunca imaginei assistir a um desenho a ter como trabalho final algo do tipo. Sempre se pensa que o desenho é a forma do homem escapar da realidade, botar ali naquela animação algo animado, de fato, algo como uma visão do que um mundo bonito e perfeito deveria ser, tendo, é claro, algumas adversidades, senão não há história. Mas não é o caso. Aqui é mostrada, acima de tudo, a realidade, a ultrarrealidade em que vivemos. Por que “ultra”? Porque é real demais. Na teatro trágico grego quando, por exemplo, Édipo arranca seus olhos, ele sai do palco e volta com sangue nos olhos: não se mostrava o ato mesmo. Tudo bem que aí há a questão de que a plateia não entenderia a diferença entre ficção e realidade, mas ainda assim: esse é o nosso legado e isso explica muito de nós. Por isso, acredito, desejamos assistir a filmes de comédia romântica ou a um outro qualquer: quando estamos a assistir a um filme não queremos saber da realidade, não desejamos estar ali para ver no que vivemos. Mas esse filme inteiro é uma imoralidade – pois “o ato imoral é um convite para o mundo real”. Talvez isso seja o que mais me atraia no cinema japonês.

É um filme para ser visto com cuidado.

Dados do filme

Título Original: 火垂るの墓 (Hotaru no Haka)
Gênero: Tragédia, Animação
Lançamento: 1988
País de Origem: Japão
Duração: 88 minutos
Direção: Isao Takahata
Resolução: 640×480

Links

Parte 1: Mediafire
Parte 2: Mediafire

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