O Tambor (1979)

Die Blechtrommel

Sobre o filme

Incrível: eis o que poderia resumir o filme de forma rápida, simples e sem deixar nada de lado. Ele fala sobre infinitas coisas, mas talvez seja possível falar sobre um tema principal, um bloco de terra principal com o qual todos os outros temas subjacentes se agenciam: os “terrores” dos tempos da segunda guerra mundial. Finalmente, um filme que trate sobre as micropolíticas em tempos de guerra ao invés de ficar focando sempre em Hitler, endemoninhando-o como sempre. Impressionante como que Günter Grass faz uso justamente de um personagem infantil de corpo e, ousaria dizer, de mente. O nosso tempo, pós-moderno digamos, é bastante característico no que concerne o uso deste tipo de personagem. Quer dizer, a partir do Romantismo, principalmente, que o infantil surgiu com uma força imensa, pelo fato da industrialização e escritores como Charles Dickens e Victor Hugo verem nela a maior vítima deste desenvolvimento. Desde lá, tal personagem não é retratado como um fracote, um ser que sempre tende à família, ao seio materno (claramente, a psicanálise não soube enxergar isto, cega como ela sempre foi). Dizem que o livro é o mais marcante de todos do gênero marcado como Nachkriegsliteratur (literatura pós-guerra), dizem que ele trouxe de volta a possibilidade de literatura. Algum dia eu o lerei.

Dados do filme

Título Original: Die Blechtrommel
Lançamento: 1979
País de Origem: Alemanha
Duração: 124 minutos (não é o director’s cut)
Direção: Volker Schlöndorrf
Resolução: 640×384

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