Kings Of Convenience – Quiet Is The New Loud (2001)

Kings of Convenience é um duo de Indie-Folk/Indie Pop da Noruega. O som deles geralmente é comparado a Beirute, Feist, Bon Iver, City And Colour, Fleet Foxes, Edward Sharpe And The Magnetic Zeros entre outras bandas de Indie-Folk que vem ganhando notoriedade atualmente, ainda assim tem uma sonoridade original em relação aos músicos, individualmente falando, pois seus trabalhos solos seguem a mesma linha de som.

O disco em si traz a sonoridade característica do duo, dois caras que sabem compor e tem vozes perfeitas para o estilo. Em destaque se tem a música “Toxic Girl”, no meu caso essa música foi como “Fluorescent Adolescent” no caso do Arctic Monkeys, aquela música que passa no Loop do player e você ouve 3 vezes antes de pensar “porra, que música foda”.

Kings Of Convenience me conquistou fácil por ser aquilo que eu geralmente gosto de escutar quando acordo, quando vou dormir, quando estou em crise e quando estou depressivo (que somando dão 80% da minha vida), logo, eu passei a ouvir Kings Of Convenience com muita frequência muito grande, tentando acalmar os nervos e pensar em coisas boas em momentos que eu pensei em esfaquear certas pessoas.

As letras do duo são muito bem escritas, mais uma vez, citando “Toxic Girl” como minha favorita quando eles cantam “She’ll talk to you with no one else around, but only if you’re able to entertain her” e com uma observação que eu adoro no clipe dessa música: Erlend aparece como a pessoa que tem um amor platônico e Eirik aparece como namorado (ou ficante, porque sinceramente, a “Toxic Girl” é uma vadia…) desse amor platônico de Erland, dando um ar de Erlend “Loser” na história.

Recomendo para aqueles que gostam de Indie-Pop/Indie-Folk/Folk.

Download:
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Fleet Foxes – Helplessness Blues (2011)

Fleet Foxes é uma banda de Indie Folk formata em Seattle no ano de 2006 que vem ganhando grande notoriedade no cenário atual após o lançamento do seu disco “Helplessness Blues”.

Uma coisa engraçada a respeito da MTV Brasil é que a mesma entrou em decadência a partir de 2006. A emissora ficou totalmente a par do cenário pop sendo assim considerada uma emissora “vendida”. Lembro de programas como o Lab MTV que tinham aquelas opções de “pegação sms” onde você mandava um sms pra MTV enquanto passava o MTV Lab com o seu nome e o nome da pessoa que você queria pegar e saía em tempo real na tela as chances de vocês darem certo… enfim, puro marketing (o que existe até hoje por lá, mas com intensidade menor). O fato é que, de tempos pra cá a MTV está se virando mais para a tentativa de educação musical e apresentação do underground para seus espectadores, tanto que programas como “Goo”, “Big Audio” e “Na Brasa” entraram para a grade de programas da emissora, apresentando bandas do underground brasileiro e gringo, sem falar no direcionamento ao Rap brasileiro (fazendo Criolo entrar, de certo modo, no “mainstream” e Emicida ganhar o  VMB 2011 como artista do ano) chegando novamente ao ponto do MTV Lab que mostra bandas que começam a fazer sucesso nos cenários underground e mainstream atual do mundo (sendo esses gringos, brasileiros, experimentais, revival, ou de qualquer estilo/nacionalidade) e é aí que entra o Fleet Foxes.

Certo dia, vendo o MTV Lab, eu me deparo com o clipe de “Grown Ocean” e me apaixono pela sonoridade da banda. Não é a primeira vez que acontece isso pela MTV atual, porém, sempre que acontece eu dou um jeito de anotar o nome da banda em questão, visto que as bandas apresentadas atualmente são, de certo modo, geniais.

Fleet Foxes apresenta uma sonoridade Folk com violões bem trabalhados (visto que as raízes musicais do vocalista estão relacionadas a Bob Dylan). As faixas “Helplessness Blues” e “The Shrine/An Argument” mostram a essência do Folk bem reproduzido com aquele modo BEM “CAIPIRA” de ser tocado, o que agrada amantes do gênero tendo ainda assim linhas de baixo geniais e uma linha de bateria destacante em “Grown Ocean” onde Joshua Tillman usa e abusa dos pratos.

Em resumo: “Helplessness Blues” é um disco realmente muito bom e bem trabalhado com linhas instrumentais muito boas e uma produção impecável. É semelhante a Band Of Horses, Edward Sharpe And The Magnetic Zeros e Arcade Fire.

Gênero: Indie Folk/Alternative Indie Rock

Número De Faixas: 12

Ano: 2011

Faixas:
1.”Montezuma”
2.”Bedouin Dress”
3.”Sim Sala Bim”
4.”Battery Kinzie”
5.”The Plains / Bitter Dancer”
6.”Helplessness Blues”
7.”The Cascades”
8.”Lorelai”
9.”Someone You’d Admire”
10.”The Shrine / An Argument”
11.”Blue Spotted Tail”
12.”Grown Ocean”

Link: Mediafire

Discografia – Chain Name (2011 – 2012)

Fazer um post sobre algo que vocês mesmo cria é muito mais fácil que fazer um post sobre algo que você escuta por motivos óbvios. Quando você cria algo você sabe muito bem as influências que o som tem, o quão original aquilo é, e principalmente as datas de lançamentos. As vezes, quando (não sei por parte do Felipe, mas comigo é assim) eu posto bandas aqui, eu não sei exatamente o ano de lançamento de certo material por ter mais de uma data na internet, assim fico com o ano que eu mais encontrar. Quando você cria, você sabe exatamente as datas, o que torna o post ainda mais fácil. Enfim, fazer um artigo sobre aquilo que você cria é mais fácil por inúmeras razões.

Chain Name é um projeto solo meu (Pedro Correia) que toca um estilo carinhosamente apelidado de “deathgrind experimental avante-gard fag-guitarprocore” por não ter algo que se encaixasse na descrição do som. Feito no Guitar Pro e gravado com um microfone de mesa, Chain Name começou como um projeto de pop-punk com violão em 2009 quando meu conhecimento musical era muito pequeno ainda, porém, após entender o conceito da Não-Música (Non-Music) e do experimental fazendo assim com que eu tivesse a brilhante ideia de fazer música explorando a doentia mente humana criticando diversas partes da sociedade mascarando-se em “psicopatia”.

Engraçado o fato de após certo tempo eu não só adicionar músicas feitas com compassos excedidos de Guitar Pro mas também músicas eletrônicas sem muito significado, apenas pela diversão de fazer “música” “estranha”. Enfim, passei certo tempo sem postar nada aqui no blog pelo fato de todos os meus filmes/discos estarem no HD externo que estava emprestado com um amigo e quando eu peguei de volta esperei terminar o terceiro EP do projeto para pôr aqui para download.

P.S = O inglês errado é proposital

Primeiro EP – Put this shit back in your ass EP
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Segundo EP – I Tried To Make One Album Without Saying Fuck EP
4Shared

Terceiro EP – Blow It Out Your Ass EP
Fileserve

Tenho sido xingado constantemente pelo fato de o projeto não ser igual aquilo que se ouve normalmente por aí e por ser algo totalmente louco chegando a ser apenas Noise. Quero lembrar a todos aqueles que baixarem no mínimo um EP que isso é Não-Música ou até mesmo, quando recebe a tag de “Música” é “Experimental”. O terceiro EP tem apenas duas músicas com screamo/gutural/drive então se não quiserem ouvir apenas Noise e só Noise, baixem o terceiro EP.

Submarine (2010)

A fase da adolescência é marcante para todos nós. Já dizia Cazuza (porra, tô citando Cazuza… meu deus…) “A vida tem duas fases: aquela quando a gente nasce e aquela quando a gente cresce. A segunda é sempre a mais difícil para todos nós”. A descoberta do mundo nem sempre é algo encarado como normal para todas as pessoas e nem sempre é tratado com o devido cuidado. Porém, é comum achar nas pessoas que compartilham da mesma idade, cultura, sexo e influência um interesse que se estende durante a adolescência. No caso, Oliver Tate, 15 anos, diante da quase separação dos seus pais e enfrentando o primeiro relacionamento amoroso tendo que lidar com questões como perda de virgindade e Bullying na escola.

É perceptível durante o filme a influência que Oliver tem de certos tipos de literatura como na parte que ele recomenda livros para Jordana. O fato de ele ter essa certa influência da literatura torna o filme muito mais divertido no seu geral, pois com uma linguagem não encontrada normalmente nos filmes do atual século, as piadas são tratadas com uma seriedade maior, inevitavelmente, dando, ainda mais, um humor dificilmente encontrado.

Em  resumo: É um filme divertido e engraçado da sua maneira, que é mais voltado para o público Cult (unfortunately) e eu arrisco dizer que se não fosse a trilha sonora feita por Alex Turner, vocalista e guitarrista do Arctic Monkeys (muito boa, por sinal), o filme não teria recebido a atenção que recebeu ao ser lançado na Inglaterra e em outros países dos quais não lançaram oficialmente o filme (como no Brasil, se não me engano).

Um fato engraçado em relação a esse filme é que por volta do começo do ano passado, quase 2 meses após seu lançamento, eu estava procurando a versão original para legendá-lo e após vasculhar a internet inteira achei um torrent com o nome “Submarine (2010)”. Como cada pista naquele momento contava eu baixei o torrent e adicionei ele à lista tendo apenas 1 seed. Demorei 12 horas para descobrir que era um filme de Bollywood.

Dados Do Filme:

Título Original: Submarine
Gênero: Drama/Comédia
Lançamento: 2012
País de origem: Inglaterra
Duração: 97 minutos
Direção: Richard Ayoade

Links:

Parte 1: Mediafire
Parte 2: Mediafire
Parte 3: Mediafire
Parte 4: Mediafire

Band Of Horses – Band Of Horses EP (2005)

Band Of Horses é uma banda de alternative indie rock/indie folk de Seattle. A banda mescla características “setentistas” juntos com um violão suave por trás das linhas de baixo e bateria com um vocal normalmente presente em grupos com estilo semelhante como Fleet Foxes, Edward Sharpe And The Magnetic Zeros, Bon Iver e Local Natives sendo igualmente sereno e em partes distorcido, ou como eu gosto de categorizar “vocalista que não sabe cantar mas que canta pra caralho”. O primeiro trabalho da banda, um EP de 2005 com 6 faixas, traz gravações da turnê para apresentar o trabalho da banda ao público. Logo em seguida, em 2006, lançaram “Everything All The Time” tentando aos poucos conquistar a atenção do público alvo e se destacando por apresentações em shows abrindo para “bandas” como “Iron & Wine” até que lançaram “Infinite Arms” em 2010 lançado pela Columbia chegando à 7ª posição na Peak Chart nos EUA.

Um dos grandes fortes da banda nos últimos tempos é o anúncio da participação da mesma no festival de música e cultura Lollapalooza, que tem a banda no seu Line-In na versão brasileira do evento.

Gênero: Indie Folk/Alternative Indie Rock

Número De Faixas: 6

Ano: 2005

Faixas:

1. “Savannah (Part One)” (Demo)
2. “The Snow Fall a.k.a. “The First Song”” (Demo)
3. “For Wicked Gil” (Demo)
4. “The Great Salt Lake” (Live)
5. “Billion Day Funeral” (Live)
6. “(Biding Time Is A) Boat To Row” (Live)

Link: Mediafire

Snowing – Fuck Your Emotional Bullshit (????)

Desde a década de 90, vê-se um grande potencial na cena real-emocore/hardcore note-americana. Snowing é uma banda de real-emocore formada em 2008 na Pensilvânia. Muitas pessoas confundem o emocore com franjas tocando Simple Plan e se cortando desde 2000 “para cima”, quando foi estabelecido esse “padrão”. O emocore na verdade foi uma alternativa daquelas pessoas que queriam formar uma banda de hardcore que fugisse dos assuntos centrais do hardcore punk que falavam sobre assuntos com raiz na cultura punk (como anarquia, por exemplo) e tocassem com a temática emotiva, o que veio a formar o conhecido Emotional Hardcore (emocore). Na fase “original” do estilo, a presença central era de guitarras distorcidas, baterias rápidas, músicas não muito longas e gritos ao microfone (não screams do famoso screamo, mas gritos), e Snowing não foge disso.

Com a influência de bandas conhecidas no cenário underground (conhecido no cenário underground, HEIN, HEIN?) como 1994! e Merchant Ships, Snowing traz um som hardcore bem trabalhado com linhas de bateria e melodic guitar são genialmente criativas apesar de o estilo precisar do mínimo de simplicidade e os vocais gritados trazem ainda mais as características perceptíveis do estilo.

Recomendo para quem gosta de bandas com influências de emo-core raiz 90’s como “Umnavio”, bandas de emocore raiz como “Fugazi”, “Embrace”, e hardcore antigo como “Minor Threat”.

Gênero: Real Emocore
Faixas: 5
Tempo de duração: 12:54 minutos

Link: 4Shared

Simpatia Pelo Sr. Vingança (2002) – Chan Wook-Park

Desde o início dos tempos, a vingança é um assunto muito discutido entre os humanos. A sensação de ver que o responsável por um fato traumatizante, por exemplo, está estraçalhado na sua frente deve ser algo inexplicável, e desde a época mais antiga, em que o mais antigo nem consegue se lembrar, o homem tenta achar um método tão “horrendo” que daria uma paz de espírito digna de fazê-lo descansar em paz. No cinema essa busca foi tão bem explorada que fez os cinéfilos se depararem com Chan Wook-Park (diretor e co-roteirista da “Trilogia Da Vingança” – Simpatia Pelo Sr. Vingança, Old Boy e Simpatia Pela Sra. Vingança) que em partes chocou o mundo e em partes fez os espectadores se encantarem com sua “genialidade”.

Após ser crítico de cinema e fazer trabalhos pequenos que ganharam as bilheterias coreanas, Chan Wook-Park gravou “Simpatia Pelo Sr. Vingança” em 2002. O filme trata de vários aspectos além de simplesmente a vingança única e claramente, pois faz uma crítica ao tráfico de órgãos, sequestro e como uma pessoa pode vir a fazer o impensável para ajudar um ente querido.

O filme começa contando a história de Ryu, que é surdo-mudo e tem uma irmã com insuficiência renal e que precisa urgentemente de um transplante de rim. Assim, Ryu decide fazer um transplante para a irmã fazendo um acordo com o traficantes de órgãos, porém é trapaceado e perde um rim e todas as economias. Do “outro lado” da sua vida, ele é demitido do emprego e junto com sua namorada arma um plano para sequestrar a filha do empresário Dong-Jin (seu ex-patrão). O interessante no roteiro de Wook-Park é a criatividade, não vista só nesse filme mas em todos os outros da “série”. Percebe-se que não só um personagem procura vingança nos três filmes, porém não irei entrar em detalhes porque seria spoiler de três filmes.

Enfim, o filme tem uma direção ótima para um diretor “estreante” no cinema mundial e consegue não só passar cada protagonista como sendo um mero personagem, mas sim cada um como sendo individualmente um ser a ser explorado mostrando suas emoções durante o filme.

Recomendo a todos que conseguem ver algo levemente pesado.

Dados do filme:

Título Original: Sympathy For Mr. Vengeance
Gênero: Drama
Ano: 2002
País de origem: Coréia Do Sul
Duração: 129 minutos
Direção: Chan Wook-Park

Elenco:

Shin Ha-kyun – Ryu
Lim Ji-Eun – irmã
Cha Yeong-mi – Du-na Bae
Park Dong-jim – Song Kang-Ho
Yu-sun – Han Bo-bae

Links:

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4